13
Jun
09

Autoajuda para solteiros deprimidos

“Sofro” (atentem às aspas), como muitos, de solteirice crônica. Não sou daquelas pessoas que vez ou outra estão solteiras. Sou do tipo que está sempre solteira. O tipo que as pessoas desconfiam que é virgem ou lésbica. Em suma, sou do tipo que fica deprimida no dia dos namorados. Ou não.

Não sei se minha dor de cotovelo se repetirá em datas comemorativas futuras, mas o fato é que ontem, dia dos namorados em Bundalândia, eu estava num bom humor incrível. Até fui almoçar sozinha no shopping e nem me irritei pela abundância de casaizinhos apaixonados. Paquerei uns livros na megastore local, depois fui andar pela Paulista, apreciei parte da exposição sobre o Serge Gainsbourg, saboreei um Mocha na Starsucks mais próxima. Voltei pra casa e até fiz planos de uma baladeeenha, que acabou não dando certo. Enviei um conto pra publicação em uma revista, comprei livros pela Internet e terminei a noite prometendo fazer um post de autoajuda pra encalhados solteiros deprimidos – sim, este post que você está lendo agora.

Vamos, então, às epifanias que me levaram a ter um dia dos namorados feliz, apesar de estar encalhada solteira.

1. Você está sem namorado(a) porque quer.

Sempre me recusei a acreditar nisso. Justo eu, que queria tanto dormir juntinho só pra poder esquentar meus pés no inverno e acordar com um pau duro roçando na minha bunda todas as manhãs? Claro que quero namorar, certo? Conscientemente, sim. Mas para ter uma nova pessoa na minha vida preciso resolver uma série de “pendências” emocionais – relacionamentos familiares, organizar meu tempo, minha casa, eu mesma … enfim, preciso criar um espaço pra esse namorado na minha vida. Coisa que, inconscientemente,  eu não estava disposta a fazer. E não sei se já estou. O fato é que sei – e assumo – que a solteirice é, principalmente, uma escolha minha e que posso revertê-la – e isso me deixa infinitamente mais feliz.

2. Mime-se

Não tem ninguém para paparicar? Paparique a si mesmo(a), oras! Aproveite que você não precisa reservar uma grana só para sair com/presentear seu “docinho de coco” (coloquem o acento na sílaba de sua preferência) e jante num lugar bacana, compre aquele livro importado que você tanto queria ou gaste os tufos com um sapato que não combina com nada. Isso faz a gente se sentir tão bem – mesmo quando estamos pagando a conta!

2.1 Masturbe-se

Desdobramento da 2, já que pode ser considerado um mimo sexual. Foi como comecei o dia ontem. É extremamente relaxante e faz um bem danado.

3. Saia para se divertir

Nada de sair pra ficar “caçando”. O negócio é sair por pura diversão. Pela companhia dos amigos. Para rir. Para beber. Fiz isso nas últimas semanas, vou fazer hoje de novo. E se aparecer algum ficante e você quiser companhia, fique – mas sem neuras. O objetivo é relaxar e não aumentar a tensão.

4. Faça planos não-românticos e execute-os

Estou cheia de planos e projetos acadêmicos, profissionais, literários e estou me dedicando à sua execução. Pode ser que eu não tenha êxito em todos, mas cada um deles que dá certo, me deixa cheia de satisfação. O que significa aumento da autoestima. E pessoas com autoestima elevada brilham – como “comprova” a literatura de autoajuda por aí.

E se vocês acharam as dicas acima válidas, está mais do que na hora de devolver o Santo Antônio pro altar de onde vocês o roubaram.

03
Fev
09

Meu deus está nu!

nakedmozz

Encarte do mais novo single do Morrissey (meu ídalo!!!), “I’m throwing my arms around Paris”.

Tô pensando em usar essa foto como papel de parede do meu PC.

Particularmente, acho que o tio Morrissey ‘tá bem pegável ;)

07
Dez
08

I’m back!!!

Sim, sim… voltei a ter Internet em casa! Não que isso signifique que vou postar todos os dias, mas tentarei manter a freqüência de um post por mês, pelo menos.

Este ano tive altas crises existenciais, mas acho que estou conseguindo me reencontrar. E, apesar de este não ser um post “balanço de fim de ano/metas de ano novo”, pretendo começar o ano no rumo certo.

Para começar, posso dizer que já me livrei de uma certa “tralha emocional” que me atrapalhava a vida. Devo admitir que ele me trouxe coisas boas, sim, mas eu paguei *muito bem* por isso.

Agora vou me concentrar em conseguir as coisas que *eu* quero – e talvez isso renda algumas historinhas boas aqui pro blog ;)

Bom, por enquanto é só, pessoal. Tenho uma historinha de sacanagem pra contar que está de molho há uns 6 meses, mas vocês vão ter que esperar mais um pouquinho…

25
Jul
08

Away

Este post é só pra avisar que estou sem Internet em casa há um mês e que não sei quando terei conexão novamente… Assim, os posts deste blog, que já eram pouco freqüentes, ficarão ainda mais escassos. E também minhas visitas aos blogs de vocês.

Quem quiser, pode me acompanhar no twitter: http://twitter.com/cintiabl . Como lá os posts têm, no máximo, 140 caracteres, é mais rápido e fácil para escrever de um cyber ou da casa dos parentes ;)

Mas não se acostumem: logo, logo eu volto para atazanar todos vocês >:)

01
Jun
08

Falando a linguagem das mulheres…

Retirado do Language Log. Clique na imagem para ampliar.

11
Mai
08

Rocco

- Minha empresa vai me mandar pra Itália mês que vem.
- Ah… legal.
- Penso em visitar algumas coisas no meu tempo livre… O Coliseu, o Vaticano… Já pensou, conhecer o Papa?
- O Papa?!
- É!
- Se eu fosse pra Itália, ia querer conhecer o Rocco…
- Quem?
- Rocco Siffredi, ator pornô italiano, 23 cm de pau.
- Mas cê num precisa ir pra Itália pra dar prum cara de pau grande.
- Mas quem foi que disse que eu quero dar pra ele?
- E quer fazer o quê, então? Pedir autógrafo?
- É, pedir autógrafo, tirar foto, quem sabe pegar no pau dele…
- E…?
- E só, ué!
- Bom, se eu conhecesse uma atriz pornô, ia querer transar com ela…
- Tá certo…
- Então por que o sorrisinho cínico?
- Ah, é que se eu fosse homem, nunca ia querer comer uma mulher que não umidifica!

02
Mai
08

O que te seduz?

Estou fazendo uma pesquisa, queridos, com fins escusos, claro.  Gostaria que vocês me dissessem o que os seduz.

Não estou falando propriamente do que os levaria para a cama, mas daquilo que os faz entrar no jogo de gato-e-rato da conquista.

Deixem suas respostas nos comentários. Publica ou anonimamente ;)

31
Mar
08

Fazendo as pazes com o decote

decote1.jpgTenho um belo colo. Gosto de mostrá-lo e isso norteia algumas de minhas escolhas de roupa. Tenho uma blusinha preta que, à primeira vista, não parece tão decotada, mas quando eu sento… pois é.

Mas a verdade é que ainda não me sinto confortável com os decotes no dia-a-dia, porque não estou acostumada com homens me olhando. E eles estão olhando cada vez mais – mesmo sem decote. Não me entendam mal, eu gosto, mas sou tímida. E não é frescura.

Como emagreci muito (mas não o suficiente, ainda) e perdi 70% das minhas roupas, restam poucas peças que ficam bem em mim. Uma delas é a blusinha preta. Usei-a na última sexta para ir à aula. Como sento na primeira fileira, uma das primeiras coisas que fiz foi subir um pouco a blusa. Mas a aula começa, faço anotações e… oops, ora de ajeitar a blusa de novo. À tarde, outra aula. Nessa sala, sento mais pro fundo e aí nem estava esquentando muito com o decote. Mas logo um rapaz que sentou perto de mim abre um sorriso. Ok, Cintia, sobe um pouco a blusa.

Hora de pegar o ônibus para ir embora. A maioria dos lugares estão ocupados, então sento na última fileira de bancos do ônibus, naquele banco que fica de frente para o corredor. Enfim, do meu lado direito, estavam sentados uma garota japonesa e um outro menino do lado da janela. No banco na frente do dela, estavam sentados um japonês e uma outra pessoa, do lado da janela, sendo que o japonês era amigo da garota do banco de trás. Poucos minutos depois que eu sentei, o japinha senta de lado e começa a conversar com a amiga dele. Não olhei direto para ele, mas, pelo canto do olho, podia vê-lo olhando para mim. Abracei a sacola onde levo meu material, de modo a ocultar o decote. Logo olho para baixo e vejo que a sacola não só desceu um pouco, como a blusa também. Subo a sacola de novo. Mas o rapaz é persistente e, agora, está dividindo o mp3 player com a amiga dele. Ah, Cintia, o que é que tem? Nada demais, acho… Então…

E, assim, fiz as pazes com o meu decote – com o do momento e com os futuros. Não que isso vá me impedir de dar uma ajeitadinha neles de vez em quando ;)


20
Fev
08

Descubra o seu pseudônimo pornô

Se você fosse um astro ou estrela pornô, qual seria o seu nome? Não faz idéia? Quer descobrir?

O Pornalizer te ajuda!

Nomes femininos: http://www.sinner.se/pornalizer/female.html

Nomes masculinos: http://www.sinner.se/pornalizer/male.html

O meu pseudônimo pornô é Barbie Bottom. Faz sentido, considerando o tamanho da minha bunda.

11
Jan
08

Através do Espelho

Entrei no banheiro, sem me incomodar em trancar a porta atrás de mim. Coloquei o livro em um canto seco da pia, abri a torneira e molhei o rosto, a nuca.

Logo depois ele entrou, encostou seu corpo contra o meu, eu olhava para baixo, para a pia, não subi o olhar até o espelho, seria alguém já conhecido? Ele pareceu hesitar antes de começar a me apalpar, certamente um novato, mas logo passou a apertar meus seios, morder meu pescoço, minha orelha, soltei um gemido, ele mordeu a outra, dessa vez me contive. Ele tinha fumado antes de vir pra cá, fedia a cigarro, cerveja. Empinei um pouco a bunda, ele abaixou minhas calças, eram essas as regras, eu só ficava lá, eles faziam o resto. Enfiou dois dedos na minha buceta, e passava devagar a outra mão sobre a minha bunda, como quem passa os dedos sobre um livro, eram as mordidas, eu sabia.

“Menina, você é louca!”

Levantei os olhos para o espelho e olhei pra ele pela primeira vez. “Sério? Conta outra, e mete logo!”

Ele me penetrou, começou a beijar meu pescoço…

“Rápido e com força!”

“Garota, por que você faz isso?”

“Você quer que eu goze ou não?”

Ele fez o que eu pedi, metendo forte, com raiva, olhando pra baixo, enquanto eu o observava extasiada, mordendo os lábios para abafar os gemidos. Ele finalmente levantou a cabeça, nossos olhares se cruzaram no espelho, e voltei de novo a olhar para baixo, para a pia, até que ele saísse.

Me arrumei e saí do banheiro, deixando o livro na prateleira correta, ao lado de “Alice no País das Maravilhas”. Dei uma volta por entre as estantes e fui embora. Não quis retirar nenhum livro da biblioteca.

——-

©  Cintia BL

Nota: Este conto foi escrito em 2002 e publicado no meu primeiro blog, Diário de uma Vampira Faminta, e no Jornal da Praça, distribuído na Praça Benedito Calixto, em São Paulo (não sei a edição e estou com preguiça de procurar =P).