Archive for the ‘desejo’ Category
Autoajuda para solteiros deprimidos
“Sofro” (atentem à s aspas), como muitos, de solteirice crônica. Não sou daquelas pessoas que vez ou outra estão solteiras. Sou do tipo que está sempre solteira. O tipo que as pessoas desconfiam que é virgem ou lésbica. Em suma, sou do tipo que fica deprimida no dia dos namorados. Ou não.
Não sei se minha dor de cotovelo se repetirá em datas comemorativas futuras, mas o fato é que ontem, dia dos namorados em Bundalândia, eu estava num bom humor incrÃvel. Até fui almoçar sozinha no shopping e nem me irritei pela abundância de casaizinhos apaixonados. Paquerei uns livros na megastore local, depois fui andar pela Paulista, apreciei parte da exposição sobre o Serge Gainsbourg, saboreei um Mocha na Starsucks mais próxima. Voltei pra casa e até fiz planos de uma baladeeenha, que acabou não dando certo. Enviei um conto pra publicação em uma revista, comprei livros pela Internet e terminei a noite prometendo fazer um post de autoajuda pra encalhados solteiros deprimidos – sim, este post que você está lendo agora.
Vamos, então, às epifanias que me levaram a ter um dia dos namorados feliz, apesar de estar encalhada solteira.
1. Você está sem namorado(a) porque quer.
Sempre me recusei a acreditar nisso. Justo eu, que queria tanto dormir juntinho só pra poder esquentar meus pés no inverno e acordar com um pau duro roçando na minha bunda todas as manhãs? Claro que quero namorar, certo? Conscientemente, sim. Mas para ter uma nova pessoa na minha vida preciso resolver uma série de “pendências” emocionais – relacionamentos familiares, organizar meu tempo, minha casa, eu mesma … enfim, preciso criar um espaço pra esse namorado na minha vida. Coisa que, inconscientemente, eu não estava disposta a fazer. E não sei se já estou. O fato é que sei – e assumo – que a solteirice é, principalmente, uma escolha minha e que posso revertê-la – e isso me deixa infinitamente mais feliz.
2. Mime-se
Não tem ninguém para paparicar? Paparique a si mesmo(a), oras! Aproveite que você não precisa reservar uma grana só para sair com/presentear seu “docinho de coco” (coloquem o acento na sÃlaba de sua preferência) e jante num lugar bacana, compre aquele livro importado que você tanto queria ou gaste os tufos com um sapato que não combina com nada. Isso faz a gente se sentir tão bem – mesmo quando estamos pagando a conta!
2.1 Masturbe-se
Desdobramento da 2, já que pode ser considerado um mimo sexual. Foi como comecei o dia ontem. É extremamente relaxante e faz um bem danado.
3. Saia para se divertir
Nada de sair pra ficar “caçando”. O negócio é sair por pura diversão. Pela companhia dos amigos. Para rir. Para beber. Fiz isso nas últimas semanas, vou fazer hoje de novo. E se aparecer algum ficante e você quiser companhia, fique – mas sem neuras. O objetivo é relaxar e não aumentar a tensão.
4. Faça planos não-românticos e execute-os
Estou cheia de planos e projetos acadêmicos, profissionais, literários e estou me dedicando à sua execução. Pode ser que eu não tenha êxito em todos, mas cada um deles que dá certo, me deixa cheia de satisfação. O que significa aumento da autoestima. E pessoas com autoestima elevada brilham – como “comprova” a literatura de autoajuda por aÃ.
E se vocês acharam as dicas acima válidas, está mais do que na hora de devolver o Santo Antônio pro altar de onde vocês o roubaram.
Meu deus está nu!

Encarte do mais novo single do Morrissey (meu Ãdalo!!!), “I’m throwing my arms around Paris”.
Tô pensando em usar essa foto como papel de parede do meu PC.
Particularmente, acho que o tio Morrissey ‘tá bem pegável
O que te seduz?
Estou fazendo uma pesquisa, queridos, com fins escusos, claro. Gostaria que vocês me dissessem o que os seduz.
Não estou falando propriamente do que os levaria para a cama, mas daquilo que os faz entrar no jogo de gato-e-rato da conquista.
Deixem suas respostas nos comentários. Publica ou anonimamente
Fazendo as pazes com o decote
Tenho um belo colo. Gosto de mostrá-lo e isso norteia algumas de minhas escolhas de roupa. Tenho uma blusinha preta que, à primeira vista, não parece tão decotada, mas quando eu sento… pois é.
Mas a verdade é que ainda não me sinto confortável com os decotes no dia-a-dia, porque não estou acostumada com homens me olhando. E eles estão olhando cada vez mais – mesmo sem decote. Não me entendam mal, eu gosto, mas sou tÃmida. E não é frescura.
Como emagreci muito (mas não o suficiente, ainda) e perdi 70% das minhas roupas, restam poucas peças que ficam bem em mim. Uma delas é a blusinha preta. Usei-a na última sexta para ir à aula. Como sento na primeira fileira, uma das primeiras coisas que fiz foi subir um pouco a blusa. Mas a aula começa, faço anotações e… oops, ora de ajeitar a blusa de novo. À tarde, outra aula. Nessa sala, sento mais pro fundo e aà nem estava esquentando muito com o decote. Mas logo um rapaz que sentou perto de mim abre um sorriso. Ok, Cintia, sobe um pouco a blusa.
Hora de pegar o ônibus para ir embora. A maioria dos lugares estão ocupados, então sento na última fileira de bancos do ônibus, naquele banco que fica de frente para o corredor. Enfim, do meu lado direito, estavam sentados uma garota japonesa e um outro menino do lado da janela. No banco na frente do dela, estavam sentados um japonês e uma outra pessoa, do lado da janela, sendo que o japonês era amigo da garota do banco de trás. Poucos minutos depois que eu sentei, o japinha senta de lado e começa a conversar com a amiga dele. Não olhei direto para ele, mas, pelo canto do olho, podia vê-lo olhando para mim. Abracei a sacola onde levo meu material, de modo a ocultar o decote. Logo olho para baixo e vejo que a sacola não só desceu um pouco, como a blusa também. Subo a sacola de novo. Mas o rapaz é persistente e, agora, está dividindo o mp3 player com a amiga dele. Ah, Cintia, o que é que tem? Nada demais, acho… Então…
E, assim, fiz as pazes com o meu decote – com o do momento e com os futuros. Não que isso vá me impedir de dar uma ajeitadinha neles de vez em quando
Através do Espelho
Entrei no banheiro, sem me incomodar em trancar a porta atrás de mim. Coloquei o livro em um canto seco da pia, abri a torneira e molhei o rosto, a nuca.
Logo depois ele entrou, encostou seu corpo contra o meu, eu olhava para baixo, para a pia, não subi o olhar até o espelho, seria alguém já conhecido? Ele pareceu hesitar antes de começar a me apalpar, certamente um novato, mas logo passou a apertar meus seios, morder meu pescoço, minha orelha, soltei um gemido, ele mordeu a outra, dessa vez me contive. Ele tinha fumado antes de vir pra cá, fedia a cigarro, cerveja. Empinei um pouco a bunda, ele abaixou minhas calças, eram essas as regras, eu só ficava lá, eles faziam o resto. Enfiou dois dedos na minha buceta, e passava devagar a outra mão sobre a minha bunda, como quem passa os dedos sobre um livro, eram as mordidas, eu sabia.
“Menina, você é louca!”
Levantei os olhos para o espelho e olhei pra ele pela primeira vez. “Sério? Conta outra, e mete logo!”
Ele me penetrou, começou a beijar meu pescoço…
“Rápido e com força!”
“Garota, por que você faz isso?”
“Você quer que eu goze ou não?”
Ele fez o que eu pedi, metendo forte, com raiva, olhando pra baixo, enquanto eu o observava extasiada, mordendo os lábios para abafar os gemidos. Ele finalmente levantou a cabeça, nossos olhares se cruzaram no espelho, e voltei de novo a olhar para baixo, para a pia, até que ele saÃsse.
Me arrumei e saà do banheiro, deixando o livro na prateleira correta, ao lado de “Alice no PaÃs das Maravilhas”. Dei uma volta por entre as estantes e fui embora. Não quis retirar nenhum livro da biblioteca.
——-
© Cintia BL
Nota: Este conto foi escrito em 2002 e publicado no meu primeiro blog, Diário de uma Vampira Faminta, e no Jornal da Praça, distribuÃdo na Praça Benedito Calixto, em São Paulo (não sei a edição e estou com preguiça de procurar =P).
Bobagenzinha II – a missão
Esse gif eu roubei da Pátê há eras, quando ela ainda era a dona Umbiga. Demais, não?
Cachos, cachos
Os eventos aqui descritos aconteceram há um bom tempo (c. 2002) e foram narrados na época em meu primeirÃssimo blog, Diário de uma Vampira Faminta (cujo url, eu acabo de ver, já foi reutilizado por outra pessoa). Como foi um dos muitos escritos legais que se perderam quando me deu a louca e eu resolvi apagar o blog, e como o tema tem tudo a ver com este blog aqui, vou tentar recontá-lo.
Bom, apesar de eu não “agitar” tanto quanto gostaria, nem de longe sou uma pessoa casta, como vocês devem adivinhar. Na época, meu irmão ainda não tinha vindo morar comigo, então convidei um rapaz para tomar um café aqui em casa. Conversa vai, conversa vem, a gente foi chegando mais perto, mais perto e aà começaram as brincadeiras que meninos e meninas crescidas gostam tanto. Inclusive uma brincadeirinha oral til the end, se é que vocês me entendem.
Mais tarde, o rapaz foi embora e fui tomar um banho, mas não lavei os cabelos, pois eu já tinha lavado antes dele chegar – aliás, eles ainda estavam úmidos quando começamos a brincar. Normal.
No dia seguinte, fui para a casa da minha tia, fazer a minha visita usual. Titia, que tem os cabelos muito lisos, adora cabelos ondulados/cacheados. Meus cabelos têm ondas largas, ficando espontaneamente mais ou menos cacheados dependendo sei lá do quê. Bom, titia quando me viu, exclamou:
- Filhinha, como os seus cabelos estão lindos hoje! Olha, Fulana, que cachos lindos!
- Verdade – concorda Fulana (uma prima minha). – Você fez alguma coisa? Passou algum produto.
Fingi meditar uns segundos e respondi:
- Não.
- Ah, você deve ter feito alguma coisa, seus cabelos estão tão bonitos, estão com um brilho incrÃvel.
Intrigada, passei a rememorar o meu dia anterior, o primeiro banho, a lavagem dos cabelos, a visita depois do banho… Oops! E se, no momento da finalização da brincadeirinha, um certo lÃquido branco tivesse espirrado nas minhas longas madeixas? Eu achava que não, mas tenho uma certa tendência a fazer lambança com o tal lÃquido. Meus cabelos estavam úmidos, pode ser que umas gotinhas tivessem caÃdo nele e logo sido absorvidas. Senti os olhos da famÃlia em mim, como que esperando uma resposta.
- Ah, não fiz nada demais. Deve ser a umidade relativa do ar.
- Então ‘tá.
O assunto morreu ali. Provavelmente não convenci ninguém. Mas acho que as suspeitas delas se inclinavam mais para um produto carÃssimo que eu tinha pago uma fortuna. No entanto, acho que, no fim das contas, o que disse foi a verdade. Meus cabelos são mesmo ‘de lua’
Telefone sem fio
- Alô
- Oi, linda, tudo bem?
- Tudo.
- Como foi o seu dia?
- Ahn… normal. E o seu?
- Também. Chegou faz tempo?
- Mais ou menos…
- Já trocou de roupa?
- Já.
- O que você ‘tá vestindo?
- Camisetão do Garfield.
- Então tira.
- Como?
- Tira!
- ‘Tá. – (…) – Já tirei.
- E a calcinha, ‘tá usando?
- Tô…
- Então tira também.
- Ok.
- Me diz, onde você está. No quarto, na sala…?
- No quarto…
- Certo, vai até a sala e abra as cortinas.
- Ahn? Mas eu tô pelada…
- Eu sei. Vá lá e abra as cortinas.
- Mas tem aquele vizinho…
- Anda logo!
(…)
- Pronto.
- Olha pra janela do apartamento do cara. Qual é mesmo? O 206?
- Isso.
- Tá acesa?
- Tá.
- Ele tá te olhando?
- Acho que não. As cortinas dele estão fechadas.
- Então interfona pra ele e fala pra ele olhar.
- O quê?!
- Faz o que eu tô mandando!
(…)
- Pronto.
- E…?
- O cara tá olhando… tá com o binóculo em uma das mãos e passando a outra no pau, por cima das calças.
- Pega uma cadeira e senta de frente pra janela.
(…)
- Pronto.
- Agora abra bem as pernas e comece a se tocar.
- Ahn?
- Anda, toca uma siririca, como se fosse pra mim, como se eu tivesse olhando.
(…)
- Hmmm…
- E o cara?
- Acho que tá batendo uma punheta.
- E você? Continua se tocando?
- Sim…
- Agora enfia os dedinhos… primeiro um, depois outro…
- Hmmm…
- Tá meladinha?
- Sim.
- Agora vai lá na sua geladeira e pega um pepino.
- Ahn? Eu num tenho pepino…
- Cenoura, banana, sei lá, algo roliço…
- Num tenho… num fui na feira…
- Pô, você num tem nada roliço aà na sua casa?
- Tem que ser de comer?
- Não, qualquer coisa…
(…)
- Serve um martelo de carne? O cabo do martelo…
- Sim…Agora senta de novo na cadeira e abra bem as pernas. Pegue o cabo do martelo e enfia na buceta.
- Hmmm…
- Isso, tira e põe devagar…
- Hmmm…
- Agora mais depressa e mais forte… até gozar…
(…)
- Tá gozando?
- Quase…
- Então tira o martelo e lambe o cabo… tudinho…
- Ok.
- Agora mete o cabo de novo na buceta… com força…
(…)
- Gozou?
- Sim…
- E o cara?
- Num sei… num tô vendo ele…
- Pra onde ele foi?
- Sei lá… Epa, tocaram a campainha.
- É o cara. Vai atender. Amanhã você me conta! Tchau!
—-
© Cintia BL
O Brinquedo
Antes de mais nada, gostaria de dizer que este post veio de uma dica da dona Dora. Por que será que todo mundo pensa em mim quando o assunto é sacanagem?

O brinquedinho da foto ao lado chama-se The Toy e é um vibrador equipado com a tecnologia Bluetooth. Pra quê? Bem, de acordo com o fabricante, o diferencial do The Toy é permitir que ele seja ativado por mensagens de texto enviadas ao celular da pessoa que estiver usando o brinquedinho, permitindo assim ‘encurtar’ a distância entre os amantes. Meigo, não? >:oD
Funciona assim: a garota acomoda o brinquedinho dentro de si, como faria com um absorvente interno. Pode ficar na privacidade do seu quarto ou ir trabalhar, estudar, fazer compras (se for com o cartão de crédito sem limite de uma outra pessoa, o prazer é maior… rsrsrs). Seu namorado/marido/amigo/amante etc. então lhe manda mensagens de texto que, quando lidas, ativam o brinquedinho. Lógico que essas mensagens são identificadas com tags especiais, para evitar que a moça seja distraÃda pela atualização mais recente do mercado financeiro, por exemplo.
Para controlar o The Toy, cada uma das 26 letras do alfabeto possui 3 perfis de movimento diferentes. Cada perfil tem 5 velocidades, com 3 configurações de tempo. Assim, cada letra pode gerar 45 efeitos e uma mensagem de texto, 7200 variações
. O The Toy também pode ser ativado manualmente pela usuária e bateria tem duração de até 5 horas!!!
Ah, sim, as dimensões: o The Toy tem 9 cm de comprimento e 3,3 cm de largura – não pensem que é pequeno, já que a idéia é de a moça use-o fora de casa, então ele tem que se acomodar lá dentro, né? Funciona com diversos modelos populares de celulares – inclusive o meu! Está disponÃvel em várias cores (não só no preto ‘darth vader’ da foto) e custa a ‘bagatela’ de £140,00 ou US$ 256,37. Se alguém quiser me dar um presente de Natal, fica aà a idéia…
Porém, acho que o The Toy seria um estouro de vendas se ele pudesse ser ativado por voz. Fico imaginando aqui uma conversa mais caliente e o brinquedinho vibrando lá dentro… Afffff… Juro que aà eu pagava os 250 dólares! >:D Falando em dinheiro, será que alguém já ‘patenteou’ essa idéia? Tem aà algum nerd interessado em uma ‘joint venture’?
Auto-observação
Saio do banho e seco o corpo apressadamente. Como tudo o que é feito com pressa não sai direito, uma gotinha ou outra continuam a percorrer a minha pele em direção ao destino que a gravidade lhes impõe. Acho que vão evaporar antes disso – faz calor hoje.
Uma das vantagens de estar sozinha em casa é poder sair pelada do banheiro para o quarto. Pego uma calcinha qualquer, mas não a visto de imediato. Penso que seria gostoso ficar deitada, na cama, sem roupa. A cama já está arrumada, mas o edredon de malha tem um toque tão macio.
Deito-me de bruços e abraço um dos travesseiros. Eles ocupam muito espaço e jogo-os no chão. Apoio os cotovelos contra o colchão e ergo a cabeça. Brinco de amassar meus seios contra o edredon, deixando-os mais arredondados, mais alongados, mais achatados, conforme a posição em que me coloco. Olho para trás, por cima dos ombros, para os meus pés balançando no ar. De repente, pouso os olhos nas minhas coxas e acho-as brancas demais. Um solzinho de vez em quando é bom. Então vejo a minha grande bunda e, de repente, acho-a bonita, rememorativa das pinturas impressionistas. Talvez Renoir me pintasse em uma pose dessas. Faço uma nota mental de que a posição em que estou agora é-me favorável à luz do dia – sabe, para quando não estiver sozinha.
O telefone toca. Não atendo, mas me visto com a mesma rapidez que me sequei. Logo não estarei mais sozinha.
