Desígnios & Desejos

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I’m back!!!

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Sim, sim… voltei a ter Internet em casa! Não que isso signifique que vou postar todos os dias, mas tentarei manter a freqüência de um post por mês, pelo menos.

Este ano tive altas crises existenciais, mas acho que estou conseguindo me reencontrar. E, apesar de este não ser um post “balanço de fim de ano/metas de ano novo”, pretendo começar o ano no rumo certo.

Para começar, posso dizer que já me livrei de uma certa “tralha emocional” que me atrapalhava a vida. Devo admitir que ele me trouxe coisas boas, sim, mas eu paguei *muito bem* por isso.

Agora vou me concentrar em conseguir as coisas que *eu* quero – e talvez isso renda algumas historinhas boas aqui pro blog ;)

Bom, por enquanto é só, pessoal. Tenho uma historinha de sacanagem pra contar que está de molho há uns 6 meses, mas vocês vão ter que esperar mais um pouquinho…

Escrito por Cintia

07/Dezembro/2008 em 17:49

Publicado em reflexões

Californicação

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Quando a Warner anunciou que exibiria a série Californication, fiquei curiosa em assisti-la por 2 motivos: um, o título, que remete não só a um tema de grande interesse para esta que vos escreve (e para os seres humanos em geral) como a um álbum/música do Red Hot Chilli Peppers (que, por sinal, está processando os criadores da série); dois, na qualidade fã de Arquivo X, ver como o eterno agente Mulder, David Duchovny, se saía na pele do protagonista.

Antes da estréia, fiz uma pesquisa básica na Internet para saber o que se falava da série e vi que as críticas eram, em sua grande maioria, favoráveis. “A salvação de Fox Mulder? Bom, muito bom“, pensei eu. Mas quando finalmente vi um episódio, bem… não achei grande coisa. Não que a série seja ruim, só não consigo ver nada demais nela. O mesmo aconteceu com Sex and the city, que muita gente adora. Talvez eu apenas não veja nada demais em se falar abertamente sobre sexo e isso tenha tirado parte do encanto dessas séries para mim. Vai saber.

Enfim, voltando a Californication, a primeira constatação que pude fazer foi que Hank Moody (o protagonista) é a versão perva de Fox Mulder – leia-se, David Duchovny interpreta o mesmo personagem over and over again. Da mesma forma como Mulder não conseguia deixar de buscar a “verdade que estava lá fora”, Moody não consegue deixar de se entregar ao sexo, ao vício – quando ele não os procura voluntariamente, eles vão até ele, que nunca consegue oferecer muita resistência. Assim, tanto Moody quanto Mulder assemelham-se aos personagens trágicos, que não podem fugir de seu destino.

A outra constatação ocorreu quase que simultaneamente à primeira: Hank Moody é a versão fictícia de um amigo (???) meu!!! É sério!!! Senão, vejamos: escritor de talento vê sua obra reconhecida e angaria fãs, especialmente mulheres; inebria-se com o sucesso, potencializa o seu egocentrismo, decide que pode fazer o que bem entender sem se preocupar com mais ninguém, magoa as pessoas que realmente se importavam com ele e acaba cercado apenas por bajuladores. Vê a sua obra ser ‘mal-interpretada’ (ou não interpretada da forma que ele gostaria) e acaba entrando em crise criativa, dificilmente escrevendo algo que sequer se aproxime da qualidade de sua obra anterior. No entanto, apesar de posar como um Sade contemporâneo, alguém que não teme o desejo, ele no fundo, no fundo é conservador e busca reconstruir o seu núcleo familiar.

Porém, dada a grande improbabilidade estatística de que Hollywood tenha ouvido falar desse meu amigo, cheguei à seguinte conclusão: meu amigo é um personagem chavão!!! Isso não é uma crítica, acho que todos nós somos ‘clichês’ ambulantes – isso explica porque nos identificamos uns com os outros, com certas situações e experiências e mesmo com certos filmes, certos livros: somos uma combinação singular de lugares comuns. Acho que o ‘problema’ dele é se achar a última Coca-Cola do deserto, mas enquanto houver gente que acredita nisso, ele vai se dar bem ;)

Para finalizar, minha nota para Californication: 7,0. Legalzinha.

Escrito por Cintia

23/Dezembro/2007 em 12:33