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Californicação
Quando a Warner anunciou que exibiria a série Californication, fiquei curiosa em assisti-la por 2 motivos: um, o título, que remete não só a um tema de grande interesse para esta que vos escreve (e para os seres humanos em geral) como a um álbum/música do Red Hot Chilli Peppers (que, por sinal, está processando os criadores da série); dois, na qualidade fã de Arquivo X, ver como o eterno agente Mulder, David Duchovny, se saía na pele do protagonista.
Antes da estréia, fiz uma pesquisa básica na Internet para saber o que se falava da série e vi que as críticas eram, em sua grande maioria, favoráveis. “A salvação de Fox Mulder? Bom, muito bom“, pensei eu. Mas quando finalmente vi um episódio, bem… não achei grande coisa. Não que a série seja ruim, só não consigo ver nada demais nela. O mesmo aconteceu com Sex and the city, que muita gente adora. Talvez eu apenas não veja nada demais em se falar abertamente sobre sexo e isso tenha tirado parte do encanto dessas séries para mim. Vai saber.
Enfim, voltando a Californication, a primeira constatação que pude fazer foi que Hank Moody (o protagonista) é a versão perva de Fox Mulder – leia-se, David Duchovny interpreta o mesmo personagem over and over again. Da mesma forma como Mulder não conseguia deixar de buscar a “verdade que estava lá fora”, Moody não consegue deixar de se entregar ao sexo, ao vício – quando ele não os procura voluntariamente, eles vão até ele, que nunca consegue oferecer muita resistência. Assim, tanto Moody quanto Mulder assemelham-se aos personagens trágicos, que não podem fugir de seu destino.
A outra constatação ocorreu quase que simultaneamente à primeira: Hank Moody é a versão fictícia de um amigo (???) meu!!! É sério!!! Senão, vejamos: escritor de talento vê sua obra reconhecida e angaria fãs, especialmente mulheres; inebria-se com o sucesso, potencializa o seu egocentrismo, decide que pode fazer o que bem entender sem se preocupar com mais ninguém, magoa as pessoas que realmente se importavam com ele e acaba cercado apenas por bajuladores. Vê a sua obra ser ‘mal-interpretada’ (ou não interpretada da forma que ele gostaria) e acaba entrando em crise criativa, dificilmente escrevendo algo que sequer se aproxime da qualidade de sua obra anterior. No entanto, apesar de posar como um Sade contemporâneo, alguém que não teme o desejo, ele no fundo, no fundo é conservador e busca reconstruir o seu núcleo familiar.
Porém, dada a grande improbabilidade estatística de que Hollywood tenha ouvido falar desse meu amigo, cheguei à seguinte conclusão: meu amigo é um personagem chavão!!! Isso não é uma crítica, acho que todos nós somos ‘clichês’ ambulantes – isso explica porque nos identificamos uns com os outros, com certas situações e experiências e mesmo com certos filmes, certos livros: somos uma combinação singular de lugares comuns. Acho que o ‘problema’ dele é se achar a última Coca-Cola do deserto, mas enquanto houver gente que acredita nisso, ele vai se dar bem
Para finalizar, minha nota para Californication: 7,0. Legalzinha.
Zazel

Há algum tempo, comprei um cdzinho pornô na banca (rsrsrsrs), que continha um trailer para um filme que chamou minha atenção: Zazel – The scent of love (embora durante muito tempo eu tenha acreditado que o filme se chamasse Rarel – tudo culpa das letras esquisitas da apresentação!).
Apesar de algumas esquisitices, o trailer era visualmente muito bonito e confesso que fiquei supercuriosa para assistir ao filme. Pois bem, assim que meu pc novo chegou, uma das primeiras coisas que fiz foi procurar pelo filme. Primeiro, no Google, onde acabei descobrindo o verdadeiro nome do filme e, depois, no IMDb, onde o filme era bastante elogiado no fórum. “Até que tenho bom gosto pornográfico”, pensei eu, ao ver as críticas. Pois bem, baixei o filme.
O “roteiro” do filme é o seguinte: uma artista (?) tem seu projeto de criar um perfume com o “cheiro do amor” aprovado e tenta conseguir isso ao sentir o aroma de algumas flores/desenhá-las. Tudo isso lhe provoca grande excitação sexual, claro, além de conduzi-la a um estado onírico – em que ela ’sonha’ com mais sexo, evidentemente!
De fato, Zazel tem umas cenas de grande beleza e impacto visual, mas… é longo demais. Duas horas pra um filme pornô é muita coisa! Acho que se o filme tivesse 45 minutinhos estaria de muito bom tamanho. Outro porém (mas que dá para entender porque o filme é tão popular): muitas cenas mulher com mulher, mulher sozinha, todas rebolando muito e fazendo caras e bocas. As cenas com homens nem são tão grande coisa – os rapazes são meio apáticos, sabe?
Mas Zazel tem umas sacadas boas e, como vocês já devem ter percebido, vale pelo menos um post
Enfim, para quem quiser ver a melhor parte do filme, disponibilizei o trailer no rapidshare: http://rapidshare.com/files/47021102/pre1.mpg.html
Não se esqueçam: é o trailer de um filme pornô, então não vão assistir na presença de um público sensível!
Pergunta para quem viu: é impressão minha ou a cena da diaba com a cabeça da protagonista é inspirada no filme de terror Reanimator?